SUS oferece teleatendimento a quem enfrenta problemas de saúde mental causados por apostas. Entenda o que é Ludopatia e porque pode ser tornar grave problema pessoal e familiar [Portal VozdoCLIENTE]

SUS oferece teleatendimento a quem enfrenta problemas de saúde mental causados por apostas. Entenda o que é Ludopatia e porque pode ser tornar grave problema pessoal e familiar Geral (Fonte indicada)





Governo reconhece Ludopatia e começa a oferecer tratamento pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer até 100 mil teleatendimentos por mês para quem está passando por problemas de saúde mental relacionados a apostas. A oferta faz parte de ações determinadas por meio de um Acordo de Cooperação Técnica, entre os ministérios da Fazenda e da Saúde, firmado em dezembro de 2025, que prevê a execução de ações integradas voltadas à prevenção, à redução de danos e ao cuidado em saúde de pessoas com problemas relacionados às apostas.

O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas, atua na fiscalização do mercado de apostas de quota fixa, na aplicação de sanções, na autorização de operadores e no desenvolvimento de ferramentas e mecanismos voltados à prevenção dos riscos associados à atividade, especialmente para públicos vulneráveis.

O atendimento em saúde mental é oferecido gratuitamente pelo SUS para pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas e também para familiares. O serviço oferece orientação, acompanhamento profissional e funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Riscos da Ludopatia

As apostas online (conhecidas como "bets") apresentam graves riscos financeiros, como o superendividamento rápido, e sérios danos à saúde mental, incluindo a dependência química comportamental (ludopatia). O fácil acesso por celulares e a ilusão de lucro fácil afetam de forma intensa os jovens e desestruturam o ambiente familiar. 

Endividamento extremo: Perda de economias, empréstimos excessivos e uso de dinheiro destinado a despesas básicas.

Ilusão de recuperação: O hábito de continuar jogando para tentar recuperar o dinheiro perdido, gerando um ciclo financeiro destrutivo.Fraudes e golpes: Exposição a sites falsos que simulam plataformas de apostas para roubar dados bancários e pessoais.

Impactos na Saúde (Vício = Ludopatia): Transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que altera o circuito de recompensa do cérebro, causando dependência semelhante ao álcool ou à nicotina.

Transtornos emocionais: Desenvolvimento ou agravamento de quadros de ansiedade, depressão, irritabilidade, insônia e forte sentimento de culpa.

Isolamento social e familiar: Conflitos graves em casa e distanciamento do convívio social devido ao comportamento compulsivo oculto.

Riscos para Menores de Idade: Exposição precoce: Crianças e adolescentes são alvos frequentes de publicidade ilegal nas redes sociais e jogos eletrônicos.

Danos no desenvolvimento: Jovens possuem o córtex pré-frontal em formação, o que reduz o controle inibitório diante de estímulos viciantes de recompensa rápida

Os sinais que podem indicar uma relação problemática com jogos e apostas passam por alterações no sono, na alimentação ou no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando, dificuldade para reduzir ou interromper as apostas e sentimentos de culpa ou vergonha.

Também merecem atenção comportamentos como esconder ou mentir sobre as apostas, comprometer o orçamento ou as relações pessoais e profissionais e recorrer aos jogos como forma de lidar com situações de estresse, ansiedade ou frustração.

Como acessar o atendimento

O atendimento pode ser solicitado pelo aplicativo Meu SUS Digital. Após acessar a plataforma com a conta gov.br, o usuário deve selecionar o miniaplicativo "Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta" e responder ao autoteste. Em seguida, será direcionado para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Na plataforma, o usuário aceita o Termo de Uso, responde ao formulário inicial, informa se o atendimento é destinado ao próprio apostador ou a um familiar e conclui a solicitação. Após o agendamento, recebe a confirmação da consulta, o link para a videochamada e as orientações para o atendimento.

As consultas têm duração aproximada de 50 minutos e podem resultar em novos ciclos de atendimento, encaminhamento para atendimento presencial ou alta, conforme avaliação do profissional responsável.

Plataforma de autoexclusão

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Saúde também mantêm, em parceria, o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, voltado ao monitoramento dos impactos das apostas na saúde e ao desenvolvimento de ações de prevenção e cuidado.

Entre as ferramentas oferecidas pelo observatório está a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao cidadão solicitar voluntariamente o bloqueio do CPF para impedir o acesso às plataformas de apostas autorizadas. 



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