Porque o Jovem abandona a escola (ou nem entra?): Análise de Instituto aponta razões para a EVASÃO e ABANDONO escolar no Brasil [Portal VozdoCLIENTE]

Porque o Jovem abandona a escola (ou nem entra?): Análise de Instituto aponta razões para a EVASÃO e ABANDONO escolar no Brasil Geral (Fonte indicada)





Quem  são os jovens que estão fora da escola? Quais as razões que os levam a isso?

Conceito: Qual a diferença entre abandono escolar e evasão escolar?

  • Abandono escolar: é quando o estudante interrompe temporariamente a frequência escolar, mas ainda existe a possibilidade de retorno. 
  • Evasão escolar: caracteriza-se como uma saída definitiva do sistema educacional, sem intenção de retomada dos estudos. 

Se eu puder citar exemplo: uma jovem pode abandonar o curso escolar em um ano, por conta de uma gravidez inesperada por exemplo mas, consciente, já se prepara para a volta no ano seguinte. Já um outro jovem poderia abandonar de vez a escola, depois que seu pai adoeceu e ele se sentiu na obrigação de sustentar a casa não aguentando a dupla jornada trabalho-escola.

Criar políticas e incentivo para transformar a evasão em um breve abandono também deve estar na visão de políticas públicas.

Contexto familiar

Os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD (IBGE) mostram que o contexto familiar pode influenciar na decisão de abandonar a escola Abre em uma nova guia.

Quando o contexto familiar do aluno é de uma família chefiada por um homem branco, com pelo menos a escolaridade média completa, renda alta e residente de área urbana, a chance deste aluno frequentar normalmente a escola é de, no mínimo, 79%. Quando se trata de famílias chefiadas por mulheres negras, analfabetas e de área rural, o índice máximo é de 65% no Estado do Maranhão e de 21,7% em Santa Catarina.

De acordo com a Pnad Contínua Educação 2023, dentro do grupo de jovens de 14 a 29 anos de idade do país, 9 milhões não completaram o ensino médio, seja por terem abandonado a escola antes do término desta etapa ou por nunca a terem frequentado. Desses, 58,1% eram homens e 41,9% eram mulheres. No recorte de cor ou raça, 27,4% eram brancos e 71,6% eram pretos ou pardos.

  • Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2023. (1) Inclusive as pessoas que se declaram de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.

O IBGE verificou que os maiores percentuais de abandono da escola se deram, em 2023, nas faixas a partir dos 16 anos de idade (entre 16,0% e 21,1%). E, ainda que exista abandono precoce na idade do ensino fundamental – era de 6,2% até os 13 anos e de 6,6% aos 14 anos –, foi na idade de 15 anos, que corresponde à entrada no ensino médio, que as taxas de abandono subiram à casa dos dois dígitos.

A Pnad Contínua Educação 2023 também avaliou os motivos do abandono ou infrequência à escola entre as pessoas de 14 a 29 anos e a necessidade de trabalhar foi o fator prioritário para 41,7% dos jovens. Esta é uma situação que parece estar se agravando nos últimos anos. Em 2022, 40,2% sucumbiam à pressão pelo ingresso no mercado de trabalho como principal motivo para abandonar a escola. Em 2019, eram 40,1%.

Estes dados indicam que o choque socioeconômico faz com que alunos deixem a escola não só por terem que sustentar suas famílias, mas também por não terem condições financeiras de manter a frequência escolar. Por sequer terem, por vezes, condições de pagar o transporte até a escola e sua alimentação, por exemplo.

Desta forma, pode-se entender que o avanço escolar está ligado às questões raciais e socioeconômicas. Inúmeros estudos demonstram que, enquanto pessoas brancas e de renda mais elevada alcançam níveis mais altos de escolaridade, pessoas negras e de renda mais baixa tendem a ter um menor índice de avanço escolar. E mesmo entre os mais pobres, os piores indicadores educacionais são observados entre os estudantes negros. Essas disparidades são fruto do racismo estrutural existente na sociedade brasileira, que é expresso pela desigualdade persistente nos indicadores educacionais e econômicos, refletidos nos ambientes familiares. 

A pandemia da covid-19, além de causar um aprofundamento dessas desigualdades socioeconômicas, se tornou mais um elemento que favoreceu o abandono escolar, uma vez que afastou os estudantes das instituições, enfraquecendo suas conexões com a educação. 

“a gente está falando de mais de 5,5 milhões de crianças e adolescentes que em outubro de 2020 disseram que não estavam tendo seu direito à educação assegurado. (...) Esses estudantes precisam ser identificados e esse vínculo com a escola precisa ser retomado.”

Principais Causas da evasão escolar

Necessidade de trabalhar

É o motivo mais citado: 42% dos jovens entre 14‑29 anos abandonam a escola para trabalhar

Recursos educacionais

Falta de interesse/engajamento
Cerca de 25% apontam desmotivação como razão principal

Questões financeiras e responsabilidades domésticas
Especialmente entre jovens de baixa renda e meninas, que muitas vezes assumem cuidados familiares ou engravidam cedo .

Atraso e repetência escolar
Dados mostram que apenas 59% das crianças concluem o 9° ano, e muitos acabam desistindo por já estarem atrasados

Impactos da pandemia de Covid‑19
Muitos não retornaram após o ensino remoto, pela falta de internet, apoio, estrutura e letramento digital


Fonte: Observatório da Educação, IBGE, Blog educamaisbrasil


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