Polícia apreende 1,5mi calçados falsificados em Nova Serrana/MG. Foi necessário 6 caminhões! [Portal VozdoCLIENTE]

Polícia apreende 1,5mi calçados falsificados em Nova Serrana/MG. Foi necessário 6 caminhões! Polícia Civil/MG


Imagem: Não é a primeira vez que agentes policiais fazem operação do tipo em Nova Serrana. Foto: Ação em 2017



A Operação Serrana, desencadeada nesta quinta-feira (18), já é considerada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como a maior ação policial contra falsificação de calçados no Estado.

Cerca de um milhão e meio de tênis, sapatos, sandálias e chinelos foram apreendidos no município de Nova Serrana, no Oeste de Minas, enchendo seis caminhões, que levarão a carga para ser periciada.

Como resultado, 11 pessoas, proprietárias de estabelecimentos clandestinos, foram conduzidas e poderão ser presas em flagrante por crimes contra a relação de consumo e crime contra a marca.

Conforme explica o Delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, da 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), foram cumpridos um total de 15 mandados de busca e apreensão em fábricas clandestinas e transportadoras, todas agora já interditadas pela Polícia.

"Não constatamos um vínculo entre os estabelecimentos, portanto ainda não há como afirmar se as falsificações eram organizadas por um mesmo grupo criminoso", disse.

Ainda segundo o Delegado, as investigações apontam que os suspeitos movimentavam milhões em valores, dada o grande volume das apreensões. "Todo o material era comercializado, sobretudo, nos shoppings populares de Belo Horizonte e São Paulo", complementou.

Os presos serão conduzidos à sede do Deoesp, na capital, onde serão ouvidos para que a PCMG determine a responsabilidade criminal de cada um.

"A pena total dos dois crimes em apuração pode variar de dois a cinco anos de prisão", finalizou Marcus Vinícius, adiantando que novas fases da Operação Serrana podem ser realizadas em breve. Um dos presos responderá também por posse irregular de arma de fogo.

Após periciado, a PCMG poderá solicitar a doação do material para instituições que acolhem pessoas carentes, caso os produtos não apresentem risco à saúde. Cerca de 50 policiais civis do Deoesp participaram da ação policial.



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