ENDEMIA: Vírus Mayaro é detectado em São Paulo e no Rio, pode ser transmitido pelo pernilongo comum e pode se tornar epidemia no Brasil [Portal VozdoCLIENTE]

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Ilustração: O pernilongo comum e o Aedes podem carregar o Mayaro



O que é Febre Mayaro?

A febre mayaro é uma arbovirose (como a dengue e o Zika vírus), causada pelo vírus MAYV, que costuma ser transmitido pelo mosquito Haemagogus, muito mais comuns em áreas rurais e próximo a florestas. Existo o risco de que ela possa ser transmitida pelo Aedes aegypti.

O vírus é da mesma família da febre chikungunya (os togavírus) e os dois quadros têm sintomas bastante parecidos.

Sintomas da febre do Mayaro

  • Febre
  • Dores musculares
  • Dores e inchaço nas articulações, que podem persistir por meses
  • Manchas vermelhas pelo corpo
  • Náuseas

Há relatos de complicações graves, que envolvem problemas neurológicos, hemorragia e até morte. Contudo, esses casos são raríssimos. Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem com o tempo.

A transmissão

O ciclo é muito parecido com o da febre amarela. Ou seja, um mosquito com o vírus Mayaro infecta um ser humano ou um macaco. Esses hospedeiros, então, contribuem para a disseminação da doença, uma vez que outro inseto pode picá-los, receber o vírus e passá-lo pra frente.

Atualmente, o Mayaro circula mais em regiões de mata ou próximas a elas no Brasil. Seu vetor mais conhecido é o mosquito Haemagogus, que também espalha a febre amarela. Esse é um inseto eminentemente restrito a ambientes com muitas árvores.

No entanto, estudos indicam que o Aedes aegypti e mesmo o famoso pernilongo têm potencial para transmitir o vírus Mayaro. Essa é uma preocupação, porque, se isso começar a acontecer, o número de casos no Brasil pode se multiplicar.

Nesse sentido, uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro sugere que esse agente infeccioso já está no estado desde 2015 – possivelmente por uma adaptação do Haemagogus.

O Ministério da Saúde, por sua vez, afirma que não há episódios urbanos confirmados de febre do Mayaro.

São Carlos, SP

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto detectaram circulação do vírus mayaro em São Carlos, no interior de São Paulo.

Os anticorpos do vírus foram identificados ao analisarem 5,6 mil amostras de doadores do banco de sangue da cidade. Em 36 amostras, foram encontrados dois tipos de anticorpos para a doença.

São Paulo é o segundo estado com a circulação do mayaro. Recentemente, foi identificada a presença do vírus no Rio de Janeiro.

O diagnóstico e o tratamento

Como seus sintomas se parecem com os da febre amarela, da dengue e, principalmente, do chikungunya, é comum haver uma confusão entre eles. Só exames laboratoriais são capazes de realmente distinguir entre as infecções.

Mas, para efeito do tratamento, muitas vezes isso não é necessário. Até porque as doenças mencionadas não possuem tratamento específico. Em outras palavras, os médicos controlam os sintomas, avaliam a evolução do quadro e esperam o próprio organismo reagir à presença do vírus Mayaro.

Ao apresentar sinais suspeitos, é importante buscar atendimento profissional.

A prevenção

Não existe uma vacina. Para fugir o problema, você deve evitar a picada de mosquitos infectados. Como?

Evite frequentar áreas de mata sem proteção, principalmente na primavera e no verão, quando o vetor é mais ativo. Repelentes e roupas compridas ajudam bastante.

Além disso, sempre cabe eliminar locais de água parada para impedir a proliferação do Aedes aegypti. Quando menor a concentração dele, menor a probabilidade de o vírus Mayaro ganhar espaço nas cidades.

Fontes: Ministério da saúde, Instituto Oswaldo Cruz, CatracaLivre e Saúde.Abril


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