Brasil tem cerca de 200 mil pessoas desaparecidas todos os anos. Sendo que 40 mil são crianças. É um caso de calamidade social Portal VozdoCLIENTE


O caso POLYANNA no Rio de Janeiro é assustador: a menina saiu para praticamente ir do outro lado da rua e nunca mais voltou. A mãe faz uma busca própria e precisa de ajuda



Com dados da EBC Brasil e Oab-RJ:

A estimativa é a de que 200 mil pessoas desapacem todos os anos no Brasil, sendo 40 mil crianças e adolescentes

 Somente em São Paulo, 20 mil pessoas desaparecem, por ano, sendo em torno de nove mil crianças e adolescentes, de acordo com boletins de ocorrência. No entanto, grande parte dos desaparecidos são reencontrados, ficando um número entre 10 e 15% sem serem encontrados.

Para o advogado e coordenador da Comissão da Criança e do Adolescentes do Condepe-São Paulo, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, em entrevista ao Revista Brasil, nesta segunda-feira (26), o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes (desaparecidos.gov.br), criado em dezembro de 2009, até hoje não consegue ter uma atualização porque os estados não encaminham as informações.

 "Precisaríamos de técnicos que ficassem atualizando o tempo todo, trabalhando em plantão, através do próprio Ministério da Justiça, e essas pessoas receberem as informações dos estados. O correto seria que cada boletim de ocorrência, que é feito numa delegacia, independe de onde esteja, pode ser em Brasília, em São Paulo, em Alagoas, então é necessário que os estados também tenham o compromisso para este que cadastro seja operacionalizado", sugere Ariel de Castro Alves.

Reaparecimento

Apesar de o número de desaparecidos ser, na realidade, bem menor, pois não há baixa nos índices quando as pessoas reaparecem, uma corrente de pesquisadores levanta a hipótese de os homicídios estarem caindo porque estão migrando para as estatísticas de desaparecimento.

O presidente do ISP, coronel Paulo Augusto Souza Teixeira, refuta essa tese. Numa análise de 2009 a 2012, após a pacificação, a redução acumulada dos homicídios chega a 3.979, o que representa uma diminuição de quase mil por ano, enquanto o número de desaparecidos cresceu em menos de 500 casos anualmente, fechando o mesmo período com 1.940 registros. Com base nos índices e perfis diferenciados das vítimas nessas modalidades, Teixeira assegura não haver probabilidade de transferência de casos. Isso porque tanto os números quanto os perfis dos dois tipos de vítimas são diferentes.

"Há um equilíbrio entre os sexos masculino e feminino de quem desaparece. Nos primeiros meses deste ano, por exemplo, foram 60% de homens e 40% de mulheres. Já nos homicídios, a predominância é de pessoas do sexo masculino. Até na faixa etária dos desaparecidos há um certo equilíbrio", disse Teixeira.

Como evitar que crianças desapareçam  (do site acolhida.org)

Segundo a organização não governamental Mães da Sé a maioria das crianças desaparecidas é menina e tem menos de dezoito anos. A maior parte é de famílias de baixa renda – em oito mil casos só três são de classe média. E curiosamente a criança não some no meio de uma multidão como a gente pensa, mas sim perto de casa

Alguns cuidados que podem fazer a diferença:

  • Desde cedo, ensine à criança o nome completo do pai e da mãe 
  • Tire o RG (Registro de Identidade Civil) da criança o quanto antes 
  • Ensine à criança o número do telefone de casa
  • Oriente a criança a não dar informações a qualquer estranho que se aproxime
  • Oriente a criança a não receber doces, balas e brinquedos de desconhecidos
  • Garanta que a criança esteja sempre acompanhada de alguém de confiança da família.
  • Procure saber quem são os amigos da criança 
  • Preste atenção no comportamento de famílias cujos pais evitem contato da criança com a vizinhança 
  • Converse sempre com seus filhos 
  • Observe mudanças no comportamento de seus filhos
  • Orientar a criança quanto ao uso do cartão telefônico, bem como fazer chamadas a cobrar para pelo menos três números de parentes, e avisá-los desta orientação;
  • Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias;

Como ajudar

  • Observar o comportamento de novos vizinhos em relação ao tratamento dispensado ao menores que com eles convivem, comunicando à Polícia qualquer fato suspeito.
  • Observar, em via pública, o trânsito de menores desacompanhados, idosos e portadores de necessidades especiais, caso apresentem desorientação, possibilidade de extravio ou mesmo dificuldade de expressão, comunique o fato à Polícia para queprestem a devida assistência antes que ocorra o seu paradeiro. O ideal é que você possa levar a pessoa até o posto policial mais próximo.
  • Comunicar e registrar o desaparecimento do menor ou do adulto imediatamente após constatada a sua ausência, na Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida. Deve-se apresentar fotografia e documentação do ausente, caso existente, para início da busca. Para o menor, é necessária a apresentação da cópia da certidão de nascimento. No entanto, a ausência do documento não impede o registro e a busca.
  • Caso ocorra o retorno voluntário do desaparecido ao lar, contatar a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, comunicando o fato.

O número nacional para informações sobre crianças desaparecidas é o Disque 100. 



O time do Palmeiras fez uma entrada em jogo carregando cartazes de desaparecidos em 2017. Foto: Palmeiras



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