Aplicativo conecta pacientes a médicos em consultas em casa [Portal VozdoCLIENTE]

Aplicativo conecta pacientes a médicos em consultas em casa Otempo





Em um momento de sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS) aliado ao fato de o aumento do desemprego levar milhares de famílias a perderem seus planos de saúde, a economia criativa pode ser uma alternativa. O aplicativo Docway – que oferece consultas, vacinas e exames domiciliares – ganha força nesse contexto, e seus criadores esperam que o número de usuários dobre a cada mês.

Chamado popularmente do “Uber da saúde”, o aplicativo conecta médicos e pacientes interessados em consultas domiciliares. Vale para as emergenciais e as agendadas. No primeiro caso, o atendimento é feito em até três horas. No segundo, depende da disponibilidade dos envolvidos, mas as consultas podem ser marcadas até para o mesmo dia.

O valor da consulta e o raio de atuação são definidos pelo médico. No caso dos atendimentos emergenciais, o valor é fixo, de R$ 200, mas o paciente não consegue escolher o médico. Antes de credenciar os profissionais, o aplicativo garante que analisa registro, currículo e antecedentes criminais – já são 300 em Belo Horizonte.

Tendo a capital como um de seus principais públicos, o presidente do Docway, Fábio Tiepolo, acredita que até o fim do ano os usuários irão se multiplicar pelo país, dobrando seu número a cada mês. Na capital mineira, eles esperam passar de 50 atendimentos em junho para cem ao fim deste mês.

“Vimos em Belo Horizonte um lugar já com essa demanda por consultas domiciliares. Os mineiros são os que mais demandam consultas em casa pelo serviço público”, explica Tiepolo.

Janelas. O professor de economia do Ibmec Felipe Leroy acredita que em um momento de caos na saúde pública e com uma crise econômica instalada, abrem-se oportunidades para novos serviços, como o Docway. “Não dá para encarar a crise como ruim para todos os setores. Acaba abrindo janelas para outras oportunidades”, analisa.

Mais especificamente pensando no setor da saúde, Leroy afirma que, como no aplicativo paga-se sob demanda, ele pode ser uma via de acesso para o usuário que saiu do plano de saúde – por perder o emprego ou não conseguir arcar com as mensalidades – e não quer enfrentar a fila e a burocracia do serviço público.

Além da comodidade e da retomada do “médico da família”, Tiepolo levanta mais um atrativo, desta vez para o profissional. “Eles ganham entre R$ 10 e R$ 30 atendendo pelo SUS ou pelos planos. Com o aplicativo, podem colocar o preço que acharem justo”, aponta. O aplicativo fica com 15% do valor pago pelo usuário.

Conselho

CRM. O Conselho Regional de Medicina não havia se posicionado sobre o aplicativo até o fechamento desta edição. Não há, por enquanto, nenhuma restrição para seu funcionamento. 



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