Minas recebe mais de 10 mil inscrições de jovens que querem retornar para a escola
Minas recebe mais de 10 mil inscrições de jovens que querem retornar para a escola
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Minas recebe mais de 10 mil inscrições de jovens que querem retornar para a escola





Mais de 10 mil inscritos para retornarem aos estudos em 2016. Este foi o resultado da Campanha Virada Educação Minas Gerais, que terminou no dia 30 de novembro, e que mobilizou escolas, comunidade escolar, superintendências regionais de ensino e aSecretaria de Estado de Educação (SEE) em um movimento para estimular os jovens de 15 a 17 anos a voltarem para a escola. Mesmo com o prazo expirado, a campanha continua na internet

Aliada à campanha, a Virada Educação Minas Gerais contou com rodas de conversas realizadas em todos os 17 territórios de desenvolvimento de Minas Gerais, sendo que as duas últimas acontecerem nesta terça (1º/12) nos territórios Sul, na cidade de Varginha, e no território Médio e Alto Jequitinhonha, em Almenara.

Nos encontros, foram promovidos debates e dinâmicas com estudantes e professores para responder duas questões: “O que a escola precisa fazer para ficar mais atrativa para os jovens?” e “O que a escola precisa fazer para garantir a permanência do jovem na escola até o término do ensino médio?”. Ao total, foram envolvidos cerca de 4.500 educadores e estudantes.

A secretária Macaé Evaristo ressalta que a Virada foi um momento de partilhar ideias que podem trazer melhorias para a educação mineira. “Foi uma iniciativa muito positiva. É uma aposta na capacidade de diálogo entre estudantes e professores e que esse diálogo possa refletir no projeto pedagógico. O mote da Virada é pensar como a gente pode construir uma escola melhor, mas essa não é uma construção que se faz individualmente. Então, a virada foi essa possibilidade do encontro”, destacou.

Para Macaé Evaristo, agora que os jovens atenderam ao chamado, a responsabilidade da Secretaria aumenta. “Ficamos com uma responsabilidade grande, que é nos estruturarmos para atender esses estudantes no próximo ano e ao mesmo tempo produzindo mudanças na política educacional e na ação das escolas”, afirmou.

Além de atrair os jovens de volta para a escola, a Virada também foi um instrumento para dar visibilidade às iniciativas realizadas pelas escolas. “Foram momentos de troca em que professores de diferentes escolas compartilham não só desafios, mas também boas soluções. Da mesma forma que os estudantes se viram e se conheceram, falaram das suas dificuldades, mas também apontaram possibilidades de transformação”, ressaltou Macaé Evaristo.

Incentivo a projetos pedagógicos inovadores

A partir do diálogo com as escolas, a SEE abriu, de forma inédita, a possibilidade de as escolas estaduais inscreverem projetos pedagógicos que serão custeados via transferência pela Caixa Escolar. Mais de 3.000 projetos pedagógicos elaborados pelas próprias escolas para promover a formação integral dos estudantes e transformar o ambiente escolar foram inscritos. Ao todo, foram 3.160 projetos, sendo 2.020 destinados ao público do Ensino Médio, envolvendo 2.945 escolas (80,6% do total).

Para o desenvolvimento das ações, que devem acontecer em 2016, a SEE está destinando, no total, cerca de R$ 60 milhões. “Recebemos propostas pedagógicas de 80% das escolas. Cada escola construiu essa agenda olhando para seu contexto e para o território em que está inserido”, concluiu a secretária de Educação.

Diálogo com alunos e professores

Na roda de conversa do Território Oeste, ocorrida em Divinópolis, o estudante do 1º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Padre Joaquim Xavier Lopes Cançado, do município de Pitangui, Luís Gustavo Castro Santos, 16 anos, destacou que a instituição de ensino não evoluiu junto com o jovem. “A escola precisa se unir ao aluno. Não dá mais pra ser na base do giz, quadro e garganta. Estamos em uma era tecnológica e fica atrasado pensar dessa forma. O celular, por exemplo, em vez de proibir, deveria ser usado na sala de aula como troca de aprendizado”, apontou o estudante.

Durante a roda de conversa do Território Vale do Aço, em Caratinga, a professora da Escola Estadual Josefina Vieira, em Santa Rita de Minas, Osméria Franco Barreto Galvão destacou que “com ações como a roda pudemos debater assuntos do nosso dia a dia e, com isso, amadurecer as nossas ideias. É um encontro que traz motivação para a busca de soluções viáveis para o nosso ensino e relacionamento com os alunos”.

A sistematização das propostas discussões realizadas nas rodas será fundamental para a organização do atendimento escolar.

Virada no PlugMinas

A troca de experiências entre alunos e professores teve um palco especial durante a Virada. O PlugMinas recebeu, no mês de setembro, escolas estaduais de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. Apresentações de dança, teatro, música e muitas outras envolveram 75 escolas estaduais e mais de 112 atrações. Já no dia 19 de setembro, dia de aniversário de Paulo Freire, aconteceu o Dia da Virada, que tomou conta das escolas em todo o Estado, mostrando experiências que fazem a diferença na educação das crianças e dos jovens.



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