Professor foi morto por garoto de programa com quem se relacionava [Portal VozdoCLIENTE]

Professor foi morto por garoto de programa com quem se relacionava Otempo


Jornal O TEMPO


O medo de ser descoberto como garoto de programa levou Rodrigo Lopes dos Santos, de 24 anos, a assassinar o professor universitário Rafael Adriano de Oliveira Severo, de 37 anos, achado morto no início de outubro em seu apartamento, no bairro Arvoredo II, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O suspeito se entregou à polícia neste fim de semana e foi apresentado pela Polícia Civil (PC) nesta segunda-feira (19). 

O delegado Alex Machado, da Delegacia Especializada em Homicídios de Contagem, conta que em seu depoimento o acusado afirmou que ele era garoto de programa. "Desde 2013 a vítima o contratava para programas. Mas durante esse tempo o professor acabou se envolvendo com Santos, querendo algo mais sério", contou. Até que, na época do crime, Severo descobriu que o suspeito era casado e tinha um filho de 4 anos. 

O assassino contou ainda que a vítima o chamou de traidor ao saber de sua família, o que o levou a temer que a verdade dos programas viesse à tona. "Ele alegou que estava deitado na cama com a vítima e, em dado momento, se surpreendeu com ele em cima dele. Como tinha feito uso de cocaína, bebido, ele estava exaltado e acabou reagindo enforcando-o", lembrou o delegado. 

Apesar da versão dele, a polícia acredita que o crime tenha sido premeditado, já que existe a suspeita de Santos tenha dado o remédio Boa Noite Cinderela para a vítima, para facilitar o assassinato. "A perícia constatou que não houve reação. Como ele foi encontrado amordaçado, com as mãos e pés amarrados, acreditamos que ele possa ter sido dopado, já que para ser colocado nessa posição ou a pessoa tem que deixar ou ter sido drogada. Por isso fizemos exames complementares para confirmar isso", disse o policial.

No dia do crime, Santos levou o notebook e celulares do professor para tentar evitar sua identificação, já que eles só conversavam pela internet. "Além disso ele levou também o telefone fixo, para garantir que, se alguém ligasse procurando por ele os vizinhos não se alertassem pelos toques", disse Machado. O garoto de programa alegou que teria conhecido a vítima em uma sala de bate papo. 

O garoto de programa usava na profissão o codinome "Dieguinho", mas era conhecido em seu bairro como "Carreirinha", devido ao uso abusivo de cocaína. Acompanhado de três advogados e sem mostrar o rosto, durante a coletiva o preso falou apenas duas frases: "Me arrependo muito e estou aqui para pagar pelo que fiz". Ele teria fugido para o interior após o homicídio e se entregou no último sábado (17). 

Relembre

O homicídio foi descoberto no dia 3 de outubro deste ano por uma amiga de Severo, que recebeu a ligação de uma aluna da vítima informando que o professor não havia comparecido na faculdade Facisa BH, onde ele atuava como coordenador do curso de pedagogia, para dar aula.

A mulher seria amiga dele há mais de 20 anos e disse ter estranhado a atitude de Rafael, avaliado por ela como uma pessoa extremamente metódica.

A testemunha disse que ligou para a casa do professor e, como ele não atendeu, ela resolver ir até o apartamento. Ao chegar no imóvel ela avistou o veículo do docente no estacionamento, trancado.

Contudo, percebeu que duas janelas do apartamento estavam abertas. A testemunha, então, entrou no imóvel e viu que a porta do apartamento estava aberta e com sinais de arrombamento. As roupas da vítima estavam sobre a mesa e o sapato dele, no meio da sala. Ao entrar no quarto, a amiga se deparou com o corpo de Severo sobre a cama, com as mãos e as pernas amarradas e com a boca amordaçada.

A perícia informou que há indícios de que Rafael tenha sido estrangulado, já que foram constatados hematomas na perna, no ombro e no pescoço da vítima. A polícia descarta que tenha havia alguma luta corporal, por causa da disposição dos móveis da casa. Alguns objetos foram levados, porém, a PM não informou no boletim de ocorrência quais foram esses objetos. 

Alunos dele na faculdade ficaram chocados com o crime e chegaram a fazer uma manifestação em sua memória. “Ele era um ótimo professor e uma pessoa muito querida por todos. A morte dele é uma perda muito grande. Estávamos esperando ele para ter aula quando ficamos sabendo dessa tragédia”, contou Polliana Abreu, uma das estudantes.

Desde então, a PC chegou a divulgar imagens das câmeras de segurança do prédio para ajudar a identificar Santos, que acabou se entregando neste fim de semana







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