Irmãos chilenos morreram em Ouro Preto por acidente, conclui Polícia Civil/MG Portal VozdoCLIENTE


O Pico do Itacolomy marca a visão nas cidades de Ouro Preto e Mariana em MG



Um acidente matou os irmãos chilenos Alfredo Leonardo Foster Huaiquiche e Juan Roberto Foster Huaiquiche, cujos corpos foram localizados nos dias 6 e 7 de janeiro deste ano, no Pico do Itacolomy, em Ouro Preto, em adiantado estado de decomposição. Esta é a conclusão da delegada Larissa Mascotte, responsável pelas investigações e que encaminha o inquérito policial à Justiça nesta quinta-feira (26/3), com pedido de arquivamento do caso.

“A necropsia das vítimas, embora tenha sido limitada pela ação do tempo, já que os corpos se encontravam em avançado estado de putrefação, não localizou quaisquer indícios de morte violenta”, destaca a delegada. Ela sustenta que as mortes foram acidentais em decorrência da alta incidência de raios e da forte chuva que caiu no local, no dia 9 de novembro de 2014, ocasião em que os irmãos chilenos foram vistos pela última vez. Uma forte correnteza se formou no leito do córrego, onde foram localizados os corpos.

De acordo com o inquérito, o laudo da perícia realizada no local onde os corpos foram encontrados, assinado por peritos com grande experiência no assunto, aponta que o rápido aumento do fluxo de água pode ter surpreendido as vítimas e as arrastado. Além disso, um relatório fornecido pela Cemig revelou que 540 raios caíram no Pico do Itacolomy no dia em que os irmãos chilenos foram vistos seguindo para a área.

No relatório encaminhado à Justiça, Larissa Mascotte registra que a necropsia não identificou indício de morte violenta. As peças de roupas dos irmãos chilenos também foram submetidas a análises, constatando-se a ausência de danos que pudessem ser atribuídos a tiros ou a instrumentos cortantes. Nelas, não havia também vestígios de sangue.

Larissa Mascotte afirma que as investigações apuraram diversas hipóteses para as mortes dos chilenos, entre elas a de um Latrocínio (assalto seguido de morte). A equipe coordenada pela delegada identificou pelo menos um suspeito, que atua com transporte clandestino de passageiros.  Um minucioso monitoramento, além de outras provas levantadas pelos investigadores, contatou que não houve envolvimento do homem na morte dos irmãos chilenos.

A ausência de indícios de crime, somado ao fato de terem sido localizados os cartões de banco, documentos pessoais de Alfredo Leonardo, uma máquina digital, um aparelho celular, pedras aparentemente preciosas, além de outros objetos pessoais das vítimas, reforçaram o descarte da hipótese de que os chilenos pudessem ter sido vítimas de um latrocínio.

Fonte: Polícia Civil/MG


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